REA-SP, U.K.

By: Author Raul MarinhoPosted on
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O vídeo abaixo mostra uma quase-colisão entre um monomotor e um trike. Aconteceu na Inglaterra, mas trata-se de um exemplo do que pode ocorrer nos corredores visuais da TMA-SP, lotados de aeronaves e demais artefatos voadores compartilhando um mesmo espaço aéreo “auto-coordenado”.

6 comments

  1. Marcos Véio
    5 anos ago

    “near miss” nos corredores da TMA SP, quem nunca? Só quem não voa. Pessoal voa caladinho. E investiguei o motivo pessoalmente. Conclusão: simplesmente o pessoal voa sem saber fazer fonia correta, daí ficam em silêncio para não errar.

  2. Leandro
    5 anos ago

    Olá Raul! Parabéns pelo Blog! Dia 05/09 participei de um seminário intitulado: ‘Gestão da Segurança na Aviação no Brasil”, cujo palestrante foi o Exmo. Sr. Brig.-do-Ar R/R, Carlos Alberto da Conceição (profissional, que pessoalmente, eu considero extremamente qualificado e conhecedor do tema “Segurança de Voo”. Como ele mesmo frisa, DE VOO, e não como a Anac, resolveu chamar : “Segurança Operacional”!!! De quê? De Banco?). Mas, enfim… Durante a palestra ele nos mostrou alguns dados sobre acidentes, incidentes, avistamentos, quase colisões com pássaros, balões, etc, etc! E para a nossa surpresa, apesar dos dados serem oficiais, ele mesmo ressaltou, que aqueles números estão completamente errados! E por que? Simplesmente porque, nós pilotos, não temos o “costume” de reportar quaisquer situações dessa natureza, que nos acontecem durante nossa jornada de trabalho! Aqueles números mostrados, deveriam ser pelo menos, o dobro… Ou triplo! Vai saber… Mas ao meu ver, alguns colegas não reportam situações, como “Bird Strike”, por exemplo, por desconhecimento da maneira correta de se reportar tal fato, alguns até “chutam” que podem ou deveriam, preencher um “Relatório de Prevenção”… Ok, pode-se até preencher um Relprev, TAMBÉM, mas o formulário específico pra colisão com pássaros (Ficha CENIPA 15, Reporte de eventos de interesse com fauna), são poucos os que conhecem… Mas, agora, o que me preocupa, é que dependendo da natureza do fato a ser reportado, mesmo que você tenha o conhecimento de como proceder, da ficha a ser utilizada, às vezes não o fazemos! E por que isso? O meu palpite é que, reportar balões, pássaros, raio Laser… É “fácil”! Não “pega” nada para o piloto… Mas outras coisas como: uma perda de motor em voo, risco de colisão, falha de sistemas etc., que possam, por ventura, ser classificadas como “Incidente Grave” e, portanto, caracterizar uma eventual invalidação temporária do CMA das tripulações envolvidas, o pessoal deixa, deliberadamente, de reportar! Já ouvi casos de piloto dizer: “Reportar isso é um tiro no pé”!!! Entendo que o trabalho do CENIPA é extremamente profissional, sério, e NÃO PUNITIVO, mas ás vezes penso, se um piloto tiver uma experiência como a mostrada nos vídeos acima, de quase colisão, tendo que executar manobra evasiva a fim de se evitar o choque, ou uma pane grave de sistemas, ou de um motor, por exemplo, será que ele “corre o risco” de reportar (para fins de estatística), e ficar “groundeado” por um tempo, até que se renove o seu CMA? Isso eu ainda quero perguntar ao Brigadeiro, ou a algum outro oficial com experiência em investigação, quando tiver uma oportunidade… Voltando ao comentário do colega Enderson Rafael… Sobre as REA’s… Acho que pelo que a gente ouve, o número de quase-colisões deve ser infinitamente maior do que o que se põe no papel, e é um absurdo as autoridades não fazerem nada para melhorar! (Será que é por isso, que nada se faz? Consideram-se ínfimos os casos já reportados?!) Cidades como Sorocaba e Jundiaí, grandes centros de manutenção, situadas “no coração” de REA’s, e ainda não possuem um procedimento de chegada e saída por instrumentos! Eu faço a manutenção da aeronave que voo (Hawker 400) em Jundiaí e, sem querer fazer propaganda da oficina, que é excelente… Mas eu sinceramente, se pudesse eu “pagava” para não ter que ir a Jundiaí, numa aeronave de alta performance, utilizando-me daquela “teia da vergonha” que são os corredores visuais, onde se voa todos os tipos de máquinas voadoras (algumas sem transponder!!!!!!!), e tendo que coordenar numa frequência, onde o nível de “descoordenação” é impressionante! Antes de assistir aos dois vídeos do seu post, já pensei logo que vinham do “endereço certo” REA-SP! Por favor, pessoal, para quem vai voar naquelas bandas, até que seja feita alguma mudança realmente decente e duradoura, por parte das autoridades competentes, vamos pelo menos ler com atenção a AIC 23/13 de dez/2013, e parar de “dar entrevista” ou “trocar ideia” na fonia! Raul, muito obrigado pelo espaço, e fica a sugestão para um post futuro, sobre algumas “Normas” (NSCA) e as Fichas para reporte utilizadas pelo CENIPA/COMAER, ok?! Grande abraço!

  3. Enderson Rafael
    5 anos ago

    Quem nunca quase? As REAs são a pior ideia que o DECEA já teve…

  4. jra
    5 anos ago

    Olha esse aqui

    • Enderson Rafael
      5 anos ago

      Putz! Ng viu ng ali até agora, hein…

      • Raul Marinho
        5 anos ago

        O piloto do Cherokee viu (tarde demais, mas viu)…

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