De onde vem o “Roger” com o significado de “ciente”

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Você está meio sem assunto para conversar com seu companheiro de cockpit? Então leia este artigo que explica de onde vem o “Roger” com o significado de “ciente” na aviação mundial. Se você não quer spoilers, pare de ler agora.

…Mas já que você continuou, é o seguinte:

Antigamente, a letra “R” no alfabeto fonético era pronunciada como “Roger”, não como o “Romeo” de hoje. E quando se queria dizer que uma determinada mensagem havia sido recebida adequadamente, dizia-se simplesmente “R” – que, como explicado, era pronunciado como “Roger”. E o costume acabou sobrevivendo à atualização do alfabeto fonético, e o “Roger” prevaleceu.

Agora, se você quer mais assunto para conversar, tente descobrir porque o  alfabeto fonético mudou a pronúncia da letra “R” de “Roger” para “Romeo”…

14 comments

  1. Frederico Miana
    4 anos ago

    Toda a explicação da mudança e evolução do alfabeto fonético, inclusive a comparação entre o antigo alfabeto americano Able Baker (designação antiga para Alfa Bravo) e do Ace Beer (também antiga designação para Alfa Bravo) pela RAF Britânica estão bem detalhados na Wikipedia em inglês.

    Segue o link:

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/NATO_phonetic_alphabet

  2. Marco Véio
    4 anos ago

    Roubei esta informação do site cavok.com.br

    De acordo com a história, em 1927, “Roger” foi a palavra escolhida para representar a letra “R”, que é claro, é a primeira letra da palavra “recebido” (received em inglês). Resumindo, um piloto ao receber instruções, e para indicar que ele as recebeu, ele dizia “Roger.” Mas por que ele apenas não dizia “recebido”? Ora, durante a Segunda Guerra Mundial, nem todo mundo falava Inglês, mas “R” – ou “Roger” – tornou-se a forma internacionalmente aceita de reconhecer a recepção de instruções. (Claro que, em 1957, a palavra “Roger” foi substituída pela palavra “Romeo”, mas por esse tempo, “Roger” e “recebidos” eram sinônimos.)

  3. Enderson Rafael
    4 anos ago

    Já que tem a Julieta, precisava do Romeu, ora…

  4. Diego
    4 anos ago

    Podiam mudar de novo, deixar o Foxtrot virar apenas Fox!

    Mas existe um mistério aeronáutico que eu queria ter resposta. Existem várias restrições para prefixos de aeronaves brasileiras:

    – A primeira letra não pode ser Q -> Provavelmente para não confundir com o código Q
    – Os arranjos SOS, XXX, PAN, TTT, VFR, IFR, VMC e IMC não podem ser utilizados -> Razões óbvias, embora eu não conheça a origem do XXX e do TTT.
    – Também não podem ser utilizados arranjos que apresentem significado pejorativo, impróprio ou ofensivo. -> Embora existam prefixos engraçados, como PR-ETO, PR-ATO, PR-IMO, etc. Pelo menos o PU-Tango Alpha Sierra não existe!

    E o maior mistério fica em:

    – A segunda letra não pode ser W.

    Alguém sabe o motivo?

  5. Jonas Liasch
    4 anos ago

    Não foi apenas o Roger que mudou… na época da Segunda Guerra, o A não era Alfa, e sim Able, e o B não era Bravo, e sim Baker. Agora, porque mudou, estou esperando alguém responder…

  6. Drausio
    4 anos ago

    Suponho que o alfabeto fonético tenha mudado porque o Roger era um caloteiro safado que começou a sofrer de transtorno paranoico depois que se tornou piloto e sempre se sentia cobrado na fonia.
    Ou então porque a sonoridade de Roger se confunde com alguma outra.
    Ou ainda porque os detentores dos direitos de Hamlet pagaram um jabá para a ICAO usar o nome do co-protagonista para comunicar a letra erre.

  7. Zé Maria
    4 anos ago

    Acho que o Roger reclamou e o Romeo então entrou na parada e disse:
    “Por mim, tudo bem!”.
    Daí, ficou!
    Desculpem a brincadeira, momento de descontração.

  8. Fred Mesquita
    4 anos ago

    Tal qual de onde vem o significado de OK. Durante a guerra do Vietnã, as missões americanas tinham a importância crucial de que deveria haver baixas do lado dos soldados dos EUA, e quando a missão retornava, muitas vezes o sinal era “OK” – significando Zero Killer….

    • Zé Maria
      4 anos ago

      Boa! Essa eu não sabia! E nem tinha idéia! Grato por compartilhar!

    • Márcio
      4 anos ago

      Guerra civil americana, não?

    • Jonas Liasch
      4 anos ago

      A explicação do OK está quase correta, mas a guerra era outra, a Guerra Civil Americana.

      • Leandro
        4 anos ago

        Jonas, isso mesmo, o “O” na verdade era um “zero”, que até hoje os americanos usam muito chamá-lo de “ow” em números telefônicos, endereços etc. Nos fortes haviam uma plaquetinha de madeira com uma letra “K” pintada, que significava “Killed”, mortos (e não “killer”, como o colega acima falou…), ou ainda, “Kills” (mortes) e na frente, umas plaquinhas móveis com os números de 0 a 9, que combinadas, mostravam quantas baixas aquele grupamento, divisão, pelotão, havia sofrido, ao final do dia! Quando, raríssimas vezes, apenas o número “0” era colocado à frente do “K”, indicando zero mortes, isso era motivo de grande euforia e comemoração dentro do forte, e permaneceu o “Ok” como sinal de coisas boas, de positividade!!! E, quanto a sua dúvida sobre o porquê das alterações no “alfabeto fonético”, o mais provável, seria por conta dos diversos “sotaques” envolvidos no conflito, e em se tratando de uma linguagem feita, “criada”, para ser usada internacionalmente, teve que ser adaptada para facilitar ao máximo, a pronúncia…. (Sabe-se lá porque diabos seria diferente um francês falar “Bákêr”, ao invés de “Bravô”, por exemplo…). Creio que “Able” seria muito difícil para várias nacionalidades pronunciarem da forma correta (“Eibôl”…). Como o seu nome, “Liasch”, muuuita gente não deve conseguir pronunciá-lo corretamente… Como em “Bausch & Lomb” (Báuhhhhrrr)… Ainda hoje, criam-se diversas variantes… Existem forças policiais de “certos estados” aqui no Brasil que chamam M de “Marília”, X de “Xingu” ou “Xadrez”. Pense, alguns “puliça” (não todos) falando X-Ray… Kkk!
        Abs!

  9. Rogério Werneck
    4 anos ago

    Legal! Obrigado!

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