BGAST: onde se pretende chegar

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Houve nesta semana uma reunião para a constituição formal do BGAST-Brazilian General Aviation Safety Team – ou “Grupo Brasileiro de Segurança Operacional para a Aviação Geral”, de acordo com a ANAC, que assim o define no hotsite criado especificamente para o assunto: “um comitê composto por representantes dos PSAC [Provedor de Serviços da Aviação Civil] e outras entidades que possuam a capacidade de propor e promover melhorias na segurança operacional da aviação geral, com profissionais dedicados à melhoria da segurança operacional da aviação civil brasileira”.

Participam do BGAST diversas entidades, como o SNA, a APPA, a ABRAPHE e a ABTAer, além de autoridades da própria ANAC e do CENIPA. O portal da APPA publicou um artigo com mais informações sobre sua participação no BGAST, inclusive com a cópia da apresentação efetuada na citada reunião. De minha parte, como Representante da Aviação Geral e de Instrução do SNA, pretendo enfocar o problema das violações na aviação geral, principalmente a questão do TACA-Táxi Aéreo Clandestino, que no Brasil é muito grave.

Sendo mais pragmático, entretanto, quero aproveitar a oportunidade para compartilhar um artigo publicado ontem no site da Flying Magazine sobre um acordo de cooperação que está ocorrendo neste momento nos EUA entre a FAA e a EAA para permitir a instalação de aviônica não-certificada em aeronaves certificadas da Cessna e da Piper: “Non-Certified Avionics Coming to Certified Airplanes – In what could be the start of a major shakeup in the avionics world, EAA and the FAA are collaborating to bring Dynon’s low-cost EFIS-D10A to certain Cessna and Piper models“. Este é um exemplo do que se pretende chegar com o BGAST: algo que traga resultados efetivos para a segurança da aviação geral brasileira num curto espaço de tempo.

Com o decorrer das atividades, voltarei a informar aqui as novidades do BGAST. A propósito, acabei de criar a respectiva categoria de posts no blog, o que vai facilitar o acesso a informações sobre o assunto. O convite para participar está feito a todos os interessados!

5 comments

  1. Jorge Lúcio
    2 anos ago

    Caro Raul e colegas seguidores, bom dia!
    Quero parabenizá-lo pelas postagens sempre do interesse da nossa aviação.
    Muito interessante a novidade americana da instalação do Efis, que nos trouxe de volta a este post do BGAST.
    O que eu quero opinar é sobre o TACA. Não vou entrar no mérito de estar fora da lei, dos riscos inerentes, etc… E não estou falando em causa própria, porque minha área é a instrução e o meu avião particular é experimental e não se presta ao TACA.
    O que eu acho é que o TACA existe e sempre existirá, porque supre a falta de empresas em muitos lugares do Brasil onde elas não tem interesse em se instalar. E as pessoas precisam dos TACAS, ás vezes com urgência e não podem esperar vir de longe uma aeronave para atendê-las.
    Concordo com você que muitos dos TACAS não atendem 100% o quesito de segurança, mas a maioria está voando regularmente e em boas condições de voo, tanto é que estão voando…
    Acho que a sua luta poderia ser voltada para o retorno do Taxi Aéreo Individual, que foi abolido da nossa legislação. Não vejo nenhum empecilho para isso, a não ser para as empresas que exploram este seguimento da aviação, que terão um concorrente muito forte no setor de aeronaves leves.
    Mas se o problema existe e sempre existirá, por que não eliminá-lo com a regularização desta atividade que hoje é clandestina, mas que no passado era regulamentada?
    Mas isto também só será possível com uma regularização que não seja inviabilizada pelo excesso de burocracia que normalmente cerca todas as atividades que dependem da aprovação da ANAC para funcionar.
    Ou será que existe esta possibilidade de regularização e eu não estou informado?
    Abs

    • Raul Marinho
      2 anos ago

      Na verdade ocorreu uma mudança extensa no regulamento do 135 no ano passado, com a criação de 3 categorias de táxi aéreo, o mais simples para empresas com até 3 aeronaves a pistão – o que é quase o táxi individual que vc citou. Honestamente, eu não sei como isso está acontecendo na prática, mas em tese é mais ou menos por aí que a ANAC está indo, sim.

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