Interrupções das operações no Campo de Marte para o pouso do A380

Interrupções das operações no Campo de Marte para o pouso do A380

By: Author Raul MarinhoPosted on
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A Assessoria de Investigação e Prevenção de Acidentes e Incidentes do Controle do Espaço Aéreo do DTCEA-MT está divulgando um Informativo sobre a interferência das operações no Campo de Marte quando o A380 estiver pousando em Guarulhos – que, em resumo, diz o seguinte:

Ficou definido, de maneira geral, que em torno de 8 a 10 minutos para o pouso do A380 em SBGR, as operações em SBMT de aviões serão suspensas até que o pouso do A380 ocorra. Tanto operações de pouso quanto de decolagem em SBMT.

(…)

O horário previsto para a chega do A380 é 16:30 (horário local, podendo haver alterações), diariamente.

O motivo é evitar que não ocorra o mesmo tipo de incidente descrito neste post. A propósito, segue uma imagem obtida no AvHerald com o estado do interior do Challenger atingido pelo “ventinho” do Airbus:

Photo of the interior of D-AMSC after the upset (Photo: FlightServiceBureau)

7 comments

  1. Nilton Cícero Alves
    2 anos ago

    “Ficou definido…”; “…de maneira geral…”; “…em torno de 8 a 10 minutos…”
    O que ficou definido?!?!
    Não entendi.
    Tb não entendi o motivo de se parar a operação em SBMT. Veja que o próprio informativo diz que o problema é com a REA D e, mais especificamente, o “través E do Jaraguá”. Então, por que parar as operações em MT? E quem estiver chegando do setor E (Posição Itaquera), não pode pousar por que?
    Mais uma observação. Até onde sei a esteira de turbulência está atrás da aeronave. Por que parar a operação tanto tempo antes de sua passagem?
    Concordo que cuidados devam ser tomados para que não venhamos a ter um incidente como o ocorrido há pouco tempo com um Challenger e já publicado aqui. Mas temos que estudar melhor que cuidados serão esses. E essa paralisação da operação em MT me parece não ser o melhor caminho.
    Imaginem um “desavisado” chegando para pouso em MT nesse cenário. Em primeiro lugar, ninguém poderá culpa-lo por não saber dessa paralisação, afinal, o Informativo, ainda que destinado ao público externo, não é um documento oficial do DECEA (não há até o momento nenhum NOTAM informando isso). Em segundo lugar, qual atitude esse piloto deve tomar ao saber que MT está “fechado”? Aguardar em órbita no “través” E do Jaraguá”?

    • Sergio Costa
      2 anos ago

      Bem colocado, Nilton.
      Esta parece ser mais uma daquelas decisões comuns de se ver por aqui tomadas com base, parece, na emoção ao invés de na razão.
      Não resiste a análises mais profundas, Mas vai ficar assim mesmo, agora para mostrar quem manda aquí !

  2. Sergio Costa
    2 anos ago

    Frequentador do ambiente operacional aéreo da terrinha por uns bons anos, eu havia comentado sarcasticamente entre colegas há algumas semanas atrás que não iria demorar muito para que aparecesse nova regra suspendendo as operações aéreas em aeródromos localizados num raio de 100 nm de GRU desde 2 horas antes até uma hora depois do ETA do A380.
    Era puro sarcasmo, claro. Mas a coisa está começando.
    E, como julgo conhecer a maneira de agir brasileira, começo a ficar pessimista com relação ao que ocorrerá na prática.
    8 a 10 minutos antes da ETA é a ideia. Vamos ver a redação final e como será aplicada por cada controlador de MT ao longo do tempo.
    E quando estiver operando a 27R ? Logo, logo além de MT alguém se lembrará de SJK ?
    E o aeródromo de alternativa dele ? Talvez seja melhor fazer a mesma coisa ?
    E se….? E se….?
    Ihhh !!

    • Lidot
      2 anos ago

      Fora o Jet Blast em VCP, durante a corrida de decolagem da 09!
      Tem horas que é difícil dizer se a forma de abordar a segurança operacional aqui na terrinha é excesso de pessimismo ou pavor de eficiência.

      • Sergio Costa
        2 anos ago

        Eu diria que é um misto de pavor de eficiência com o “livrar a cara” ante qualquer ínfima possibilidade de alguém ser responsabilizado por algum prejuízo pessoal ou material de qualquer natureza que se possa imaginar.
        Como eu disse acima, quando o “e se. …” começa, a coisa vai longe.
        Já tive caso em que precisava cruzar uma pista (e era da “stopway !), o que não duraria 5 segundos. Após espera de 15 min sob sol forte, ao argumentar que o cruzamento daria perfeitamente para ser encaixado no movimento do aeródromo, perguntaram-me: “E se furar um pneu ??”.

    • Lidot
      2 anos ago

      * ̶V̶C̶P̶ SDCO

  3. EC
    2 anos ago

    Raul, acredito que o a380 em procedimento de pouso não vai gerar tanta esteira como aconteceu quando cruzou com o jatinho em rota. Tem que tomar cuidado? Sim, mas não mantendo a geral no solo.

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