As ocorrências com aeronaves “experimentais” saem do armário

As ocorrências com aeronaves “experimentais” saem do armário

By: Author Raul MarinhoPosted on
1030Views14

O texto deste artigo encontra-se publicado em https://paraserpiloto.org/blog/2018/02/27/recordar-e-viver-as-ocorrencias-com-aeronaves-experimentais-saem-do-armario/

14 comments

  1. Augusto Fonseca da Costa
    1 ano ago

    Sr. Ricardo Dantas. Acho que minha resposta se perdeu no envio, vou tentar reproduzir novamente.
    Folgo em saber que não me acusa de nada, mesmo porque nada devo.
    O senhor tem razão, falo de forma passional devido minha indignação como cidadão brasileiro, ao ver tantas ilegalidades na regulação desta nossa aviação esportiva, que comprometem nossa própria segurança.
    “Voo IFR sem o devido treinamento e provável desorientação espacial”?
    O senhor leu bem, pois foi exatamente isso que, por encomenda da ABUL, um representante do fabricante da aeronave (obviamente comprometido), constou em laudo que pretende desmentir o resultado de investigações oficiais do CENIPA, do DCTA, da ROTAX, além de relatos de testemunhas do acidente, provas laboratoriais, logs de equipamentos a bordo, etc..
    Tratam-se de boatos sem provas, que tentam isentar de culpa o fabricante e culpar o próprio associado ABUL.
    Não lhe parece suspeito que uma associação de pilotos se volte contra um associado morto, e portanto indefeso?
    Veja o RF A003/CENIPA/2015 em http://prevencao.potter.net.br/detalhe/52976/PUPEK e bem vindo ao debate, que apenas começa, pois está tudo sendo devidamente judicializado e a verdade triunfará.
    O que houve não foi acidente, foi um desastre provocado por irresponsabilidade do fabricante da aeronave Super Petrel LS, a EDRA/SCODA.
    Sejamos todos felizes, mas sempre em busca da verdade.

  2. Augusto Fonseca da Costa
    1 ano ago

    Ilustrando o que dissemos acima, colamos link para imagem de nosso estudo sobre o Painel SIPAER:
    https://www.dropbox.com/s/4irs64bsu213tcj/PAINEL%20SIPAER%20AVIA%C3%87%C3%83O%20DITA%20EXPERIMENTAL.docx?dl=0

  3. Augusto Fonseca da Costa
    1 ano ago

    De fato, só agora a sociedade pode saber de fonte oficial confiável, que essas aeronaves ilegalmente autorizadas a voar pela ANAC são obviamente muito, mas muito mais inseguras que as aeronaves certificadas. Isto porque são produzidas livres de cumprir normas de segurança, graças às repetidas e irresponsáveis isenções concedidas pela própria ANAC, que prioriza proteger o lucro dos industriais em detrimento da segurança de voo, contrariando toda a legislação em vigor no país. Em rápido estudo que fizemos no Painel SIPAER, verificamos que mesmo quando os acidentes diminuem, o que é raro, a letalidade (capacidade de matar), aumenta. Isto por sua vez se deve ao aumento da velocidade, peso, e complexidade dessas aeronaves, com sofisticação tecnológica fornecida por equipamentos não certificados.

    • Antônio
      1 ano ago

      O voo em aeronave experimental é por conta e risco próprios!!
      Ninguém pode alegar ignorância das características e condições ao embarcar ou operar aeronave experimental!!
      Absurdo é desconhecer as peculiaridades de operação e atribuir a terceiros a responsabilidade que é individual!

        • João Carlos
          1 ano ago

          Interessante essa resposta do sr Augusto, pois é proprietário de aeronave experimental, conforme consta no Registro de Aeronaves Brasileiras.
          Se pensa assim, porque comprou?

          • Augusto Fonseca da Costa
            1 ano ago

            JC João Carlos, sempre você. Todo mundo sabe que recebi não 1, mas 3 Super Petrel LS porque fui enganado pelo fabricante, que anunciou e vendeu como LSA, cumprindo todas as normas ASTM, fuselagem em fibra de carbono, projetada e produzida por um engenheiro aeronáutico.
            TODAS essas afirmações da EDRA/SCODA são inteiramente falsas, como provam documentos oficiais e perícias técnicas. Só descobrimos o engôdo depois de perder nosso filho de 19 anos, esmagado no cockpit sem uma estrutura resistente a impacto. Há várias boas aeronaves na aviação leve e esportiva, não se pode misturar bons e maus fabricantes na mesma vala, e nunca pretendemos isso. Leia os laudos oficiais e venha para um debate com competência para discutir.

      • Augusto Fonseca da Costa
        1 ano ago

        Caro Antônio, primeiramente, não existe no ordenamento jurídico brasileiro nenhuma guarida a este absurdo de se produzir industrialmente, em série, aeronaves ou quaisquer produtos, e vendê-los prontos ao consumidor sob o título de ” experimentais”, ou ” de construção amadora”.
        Pior ainda é tentar transferir riscos do produto ao consumidor com o refrão do ” voo por conta e risco próprios”. Isso é uma mentira Goebbeliana repetida há anos, na qual não só muitos consumidores desavisados acreditaram, como até defendem!
        Aeronave experimental é aquela ainda em desenvolvimento nas indústrias, jamais podendo ser vendida ao público neste estágio, como prevê toda a legislação brasileira, inclusive o Código Brasileiro de Aeronáutica.
        Foi aberta discutível brecha para construtores amadores (não industriais), sob a lógica de que ao construir, o aprendizado compensaria a insegurança que a não certificação, não fiscalização oficial, e o não uso de componentes certificados provoca.
        Só que na prática foi brasileiramente implantada uma “construção amadora” falsa, feita por indústrias, e muitas vezes enquadrada irresponsavelmente pela ANAC sob as regras frouxas da real construção amadora, através até de documentos falsos!
        Tanto quem opera quanto quem embarca como passageiro em muitas dessas aeronaves, na verdade nada sabe acerca de suas precariedades, e são muitas.
        Temos fartas provas de todas as afirmações acima.
        Mesmo assim, não somos contra a aviação esportiva, apenas contra os riscos ocultos pelas várias camadas de leniências regulatórias, propagandas enganosas, desconhecimento dos consumidores, etc..
        Convido-o, como a qualquer interessado, a aprofundar o debate, enquanto aguardamos as devidas decisões judiciais a respeito das ilegalidades que infelizmente permeiam essa aviação que poderia ser tão mais bela, se fosse mais segura.

      • NELSON DA SILVA JUNIOR
        1 ano ago

        Prezado “Antônio”, a expressão “por conta e risco próprios” é um aberração que foi implantada na aviação leve e esportiva na tentativa de deslocar responsabilidade dos fabricantes para os usuários. No direito nacional, e também no internacional, os fabricantes tem responsabilidade direta(objetiva) pelas máquinas que constroem e entregam prontas aos consumidores/operadores. Dizer que o voo em aeronave “experimental” é por conta e risco próprios e como dizer que o supermercado não se responsabiliza pelos danos causados ao seu veículo em seu estacionamento, para o direito não tem efeito nenhum. Ademais não cabe ao operador de aeronave “experimental” assumir um voo “por conta e risco próprios”, trata-se de direito indisponível (vide Constituição Federal), além de potencialmente expor a risco terceiros que jamais assumiram o tal risco, cabe ao estado regular e limitar essa prática.

    • Marcos Véio
      1 ano ago

      Falou o senhor, que já foi dono de duas acfts experimentais. Que por conta do “má sorte”, demoniza tudo que vem desta aviação. Puxa, me dói até hoje a sua perda. Mas custa ser um pouco mais coerente?

      • Augusto Fonseca da Costa
        1 ano ago

        Marcos Véio, como disse acima, não foram duas, mas três aeronaves Super Petrel LS que comprei iludido pela propaganda enganosa do fabricante. Não houve má sorte, houve descumprimento de boletim mandatório pela EDRA/SCODA, seguida da afirmação falsa de tê-lo cumprido! Não estou demonizando TODA a indústria, que para sua própria sobrevivência deveria separar claramente o trigo do joio. Não fazê-lo sim, seria falta de coerência.

    • Ricardo Dantaas
      1 ano ago

      O prezado colega falta com a verdade em dizer que aeronaves experimentais são “ilegalmente autorizadas a voar”. Nem há porque perder tempo discutindo absurda afirmação. Também falta com a verdade que estas mesmas aeronaves sejam “produzidas livres de cumprir normas de segurança”. Qualquer cidadão que tenha um mínimo de lucidez e bom senso pode buscar conhecer a legislação e todos os processos a que são submetidos tanto as industrias quanto as aeronaves. Verão que em verdade há hoje no Brasil uma excessiva carga de regras e legislações a serem seguidas quase a ponto de inviabilizar nosso pequeno parque de indústrias voltadas a este segmento. Obviamente não é o caso da hoje gigante Embraer, orgulho nacional e responsável por trazer divisas e formar mão de obra qualificada e tecnologia de última geração. Lembrem-se porém que esta também já foi pequena e com muita garra está alcançando um lugar ao sol.
      Infelizmente algumas pessoas, amarguradas por um sentimento de culpa que não lhes abandona, não conseguirem superar suas lamentáveis perdas e tomam para si a espada da salvação no afã de abafar o rancor de seus corações. Lamentamos também perceber que esta luta inglória não está lhes trazendo o consolo desejado.

      • Augusto Fonseca da Costa
        1 ano ago

        Ricardo Dantas, devo ler que sua afirmação duas vezes repetida de que “falto com a verdade” quer dizer que está me acusando de mentiroso, ou é só força de expressão? Não todas, mas muitas aeronaves ilegalmente vendidas como “experimentais”ou “de construção amadora”, são autorizadas a voar com um CAVE e até um CAV, sem prévia análise da GGCP, e sem CA – temos provas documentais disto. No geral, essas aeronaves não utilizam componentes aeronáuticos, mesmo quando produzidas industrialmente em série e entregues prontas ao consumidor, o que já é uma afronta aos direitos do consumidor. As anunciadas como ALE (LSA) não cumprem as normas de segurança ASTM – temos provas documentais disto. Onde está a falta de verdade? Favor apontar E PROVAR. Por fim, segundo suas palavras, o senhor está me incluindo no grupo de “pessoas amarguradas por um sentimento de culpa”? Devo entender que o senhor está me acusando de ter alguma parcela de culpa pela morte de meu filho? A quem o senhor defende, e porque?

        • Ricardo Dantas
          1 ano ago

          Caro Sr Augusto, não acuso nada nem ninguém, afinal sequer o conheço e não lhe quero mal, apenas emiti minha opinião da mesma forma como o senhor emitiu a sua. Inclusive já faz tempo que tenho visto o senhor falar da aviação experimental de forma passional. Quem fala o que quer às vezes ouve o que não quer.
          Nenhuma aeronave, seja ela feita ou não de fibra de carbono (como o senhor apontou) iria resistir ou manter vivo um comandante que entra em parafuso chato após entrar em voo IFR sem o devido treinamento e provável desorientação espacial. Pelo menos foi isso que lí sobre o acidente anos atrás.
          Enfim, na minha humilde opinião a aeronave alí não foi fator determinante par o desfecho. Qualquer outra, mesmo que homologada, daria o mesmo resultado. Da mesma forma que o F1 de Ayrton não resistiu ao impacto na Tamborelo. Nem a NASA, com toda a tecnologia e gigantesco orçamento, conseguiu evitar a explosão da Challenger. Compreendo que vidas se perdem também por acidente. Buscar culpados não está adiantando.
          Seja feliz.

Deixe uma resposta para Raul Marinho Cancelar resposta