Quem é o piloto que as companhias aéreas est(ar)ão atrás?

Quem é o piloto que as companhias aéreas est(ar)ão atrás?

By: Author Raul MarinhoPosted on
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Tem gente atropelada pelo caminhão da prova de ATP da Latam que ainda não conseguiu anotar a placa. Pois é, pessoal, foi-se o tempo em que os mínimos de horas de voo e os máximos de idade eram os limitantes nos processos seletivos. A tendência agora é privilegiar os candidatos com mais conhecimento teórico em nível internacional, e a prova da Latam, baseada nos testes da FAA para o ATP, deve ser o novo padrão. E não adianta reclamar que é “prova de astronauta”.

Para quem não entendeu o que eu quis dizer, não tem problema, explico. A Latam abriu um processo seletivo inicialmente voltado ao público interno (funcionários da empresa que não atuavam como pilotos, mas possuíam licença de PC), e aplicou a prova utilizada pela FAA para conceder o certificado de ATP (equivalente ao nosso PLA). Diz a ‘pilotosfera’ que ninguém foi aprovado – o que não posso confirmar, mas o fato inconteste é que não se conseguiu contratar os copilotos que a empresa demandava. Abriu-se, então, o processo para o público externo e, mais uma vez, a taxa de reprovação na prova de ATP parece estar sendo muito elevada. Aí a ‘pilotosfera’ surtou e começou a reclamar do absurdo que seria a empresa exigir conhecimentos que não são ensinados no Brasil, e ainda por cima numa prova em inglês. Resumidamente, foi isso.

Na verdade, o que está acontecendo é que o mercado está se internacionalizando. Pode demorar mais ou demorar menos, mas a participação do capital estrangeiro nas companhias aéreas deverá ser flexibilizado, muito provavelmente para até 100% de controle externo (hoje restrito a 20%). E a tendência é de padronização dos tripulantes do Brasil nos mesmos níveis dos que atuam em outras partes do mundo. Neste contexto, a prova de ATP da FAA é só um indicativo dos parâmetros que deverão ser utilizados nos processos seletivos das companhias brasileiras que atuam no Brasil de agora em diante.

“Ah, mas não se ensina isso no aeroclube – aliás, nem se exige inglês para ser PC!”. Pois é, aí que está o desafio! Os padrões de formação da maioria dos aeroclubes e escolas de aviação brasileiros são os mesmos dos tempos do “Dêem Asas para o Brasil”, do Assis Chateaubriand, e o piloto que as companhias aéreas estarão atrás quando o mercado retomar as contratações em grande volume serão os que foram muito além do que as escolas brasileiras oferecem. Então, meus caros, corram atrás porque quem não entender isso vai ficar de fora da retomada que vem por aí.

51 comments

  1. Sousa
    1 mês ago

    As empresas aéreas são obrigadas a abrir ao público inscrições para vagas de copilotos? Pq diante do que observo, isso parece ser algo tão desnecessário. Seria tão mais simples, qdo das vagas disponíveis, as empresas entrassem em contato direto com aqueles que indicam, e prontamente encaixar os ocupantes das vagas (o que de fato acontece). Uma atitude menos frustrante para aqueles q submetem seus currículos na ilusão de serem chamados…

  2. Hans Baur
    2 meses ago

    Lei da oferta e procura meus caros colegas, as empresas sabem que tem mais de 5 mil no chão e só tem 50 vagas no máximo por ano, fontes de dentro da Tam dizem que CT Chefe Harley não passou na prova de ATP que está sendo aplicada.
    E o pior de tudo é ver colegas do voo reclamando de salário, hotel, diária, horário de ônibus de trip e escala o tempo todo dentro de D.O e nas Vans.

    Acho que deveria rolar um turnover de colaboradores a cada 5 anos no máximo para os mesmos saírem e tomarem um choque de realidade fora do mercado de trabalho.

    Boa sorte a todos, nunca desistam. Abraço

  3. Igor
    2 meses ago

    https://youtu.be/WauIURFTpEc

    Boa explicação sobre a questão do estudo e habilidades necessárias no mundo pós Google

  4. Charles
    2 meses ago

    Recebi a informação de que para alguém poder aplicar com menos de 500hras e necessário nível superior completo. Aparentemente e uma politica interna da latam. Procede?

    • Raul Marinho
      2 meses ago

      Não é o que está (aliás, estava, já que as vagas não constam mais no site da Latam) nos requisitos para inscrição.

  5. Igor
    2 meses ago

    A grade curricular prestada pelas escolas de aviação é tão pífia que não serve de base para os pilotos poderem estudar livros como o ace pilot interview, ou atp/faa. Estudar por conta própria é muito menos eficiente do que estudar em sala de aula, ter um professor que possa tirar dúvidas e aplicar provas que permitem avaliar se estamos progredindo. Ser aprovado na prova de PLA teórico não nos dá condições de enfrentar uma prova padrão atp/faa ou easa. O pior de tudo é não termos cursos que nos tornem aptos o suficiente para esse tipo de seleção. Parece que somos mendigos analfabetos implorando por emprego.
    Espero que as escolas se adequem o mais rápido possível para podermos competir com igualdade quando as empresas fizerem o favor de nos convidar para trabalhar.
    Resumo da opera : processo seletivo e cobranças padrão Faa, mas ensino e salário de terceiro mundo.

  6. Southpilot
    2 meses ago

    Cheguei atrasado na discussão, já que após os últimos acontecimentos no país o cenário deve mudar consideravelmente de novo.
    Eu concordo com o Post do Raul, nossa formação é paupérrima, com conhecimento insuficiente e bibliografia jurássica. Ainda nos perguntamos qual a importância do inglês na aviação. Causa espanto também a letargia de nossa Agência reguladora que nada fez no sentindo de melhorar o currículo dos cursos de PP e PC.
    Por um outro lado, já que vamos internacionalizar os requisitos para um processo seletivo, deveríamos pensar em uma internacionalização por completo. A referida empresa abriu a inscrição para a vaga de copiloto no site somente após ter convocado mais de 150 candidatos externos, os tradicionais peixes. Será que este cenário acontece também com tanta frequência lá fora? Pelo relato de muitos brasileiros que voam mundo afora, ter um peixe graúdo dentro da empresa, não é condição determinante para ser chamado para um screening no exterior. Ter os requisitos e o conhecimento necessário é a condição.
    Processos seletivos que deixam o candidato pendurado 3, 4 meses sem uma “satisfação” para ser dispensado ou para ter prosseguimento em novas etapas não me parece combinar muito com padrões internacionais.
    Não vamos nem falar em salários e benefícios que aí ficamos bem abaixo do que acontece no mundo.

    • Fabricio Alves
      2 meses ago

      Fiz a selecao e nao sou peixe de ninguem… Nem se quer deu tempo de estudar. inclusive neste momento continuo me preparando caso chamen novamente. Estou com 35 anos e nao posso perder essa oportunidade, pois NAO SOU PEIXE.

      • Southpilot
        2 meses ago

        Só posso desejar tudo de bom a você e que realmente aproveite essa grande oportunidade mas você irá concordar que não foi chamado pelo site/ cadastro nas vagas. O ponto é este, ou você tem um qi, ou você dá a sorte do chefe de pilotos abrir um email seu com cv, ou envia pelo correio e torce para quem receber mandar para o lugar certo, ou tenta ir pessoalmente entregar na empresa, ou seja, não existe uma maneira institucionalizada de concorrer a vaga, é preciso contar com uma certa dose de “sorte”. A minha crítica é neste sentido, vejamos os processos de empresas no exterior, com requisitos (requisitos apareceu depois de chamarem), período de inscrição, descrição de etapas, etc. É preciso pensar nesse tipo de internacionalização também. Hoje, por exemplo, a vaga (Maneira institucional de concorrer) sumiu do site e todo o seu conteúdo relacionado e até o momento nenhum dos mais de Mil (Segundo print que tá circulando) que se inscreveram foram chamados.

    • Igor
      2 meses ago

      Bravo!!!

  7. vai vendo...
    2 meses ago

    Lendo os comentários e as reclamações, que são as mesmas faz 200 anos e penso…a prova é obrigatória????? É ruim? Paga pouco? Não faça….

  8. Ademar Carvalho
    2 meses ago

    Será sempre assim em.todas as áreas e nessa.mais ainda. Qualificações ao máximo e salários ao mínimo.

  9. vai vendo...
    2 meses ago

    Apenas uma reflexão….pouco tempo atrás, não tinha nem sinal de prova e seleção, a negada reclamava. Agora tem prova, seleção, chamadas, vagas…e a negada reclama que a prova tá difícil, que não é justo e o cacete a quatro…

    • Southpilot
      2 meses ago

      Bem, acho que depois de ontem, as empresas estarão revendo muita coisa.

  10. Monteiro
    2 meses ago

    Acredito tambem que, nível superior logo deixará de ser diferencial e passará a ser obrigatório, principalmente na área de exatas.

  11. Anderson
    2 meses ago

    Mais façanhas para ganhar dinheiro dos sonhadores da carrrira de piloto no Brasil. Não tem nem vergonha na cara. Depois do Jet training vão vir os cursinhos de jaa e faa.
    Tudo uma máfia. E que ganha dinheiro mesmo com menos trabalhos são os fracos “professores”. Nunca os tripulantes.
    VERGONHA.

  12. Castro
    2 meses ago

    Na verdade aviação era boa msm quando era de pai pra filho… Depois q virou moda e apareceu gente q nem vc que se iludiu com uma tirinha de jornal dizendo q eh uma boa profissão “paga bem” provavelmente numa fase que precisava de pilotos a as escolas louca pra vender curso… Quem tem aviãção no sangue sempre consiguiu prosperar na carreira independente se e filho do padeiro do comandante ou dono da empresa… Sinto mto aos perdidos cairam de paraquedas perdido na escolha da profissão ow insatisfeito com o$$ e pensou q era facil e voar resouveria tds os seus problemas…
    Pilot q eh piloto ja sabe oq vai fazer desde cirança

  13. Bruno
    2 meses ago

    Minha dúvida é: Até que ponto um candidato com 200h que memorizou as questões e passou (tirou o tal 80%) é melhor do que um candidato com PLA checado, 1500h e experiência em jatos executivos que acertou 60-70% da prova?
    A “decoreba” vale mais que a experiência?
    Abraços

  14. malandragem...
    2 meses ago

    Isso é malandragem da LATAM para justificar que no Brasil não há “pilotos qualificados” e abrir pra mão de obra estrangeira.

  15. vai vendo...
    2 meses ago

    Tudo muda…só uma coisa que não….primeiro os peixes.

  16. Walen
    2 meses ago

    Como sempre, colocam um imbecíl para ditar as regras das provas.Tinha que vir da TAM.

  17. Lucas
    2 meses ago

    Parabéns pelo post!

    Sou do tempo que se exigia 2500hrs de voo para entrar na antiga TAM. Levei bons anos para atingir as marcas e após uma entrevista e um psicotécnico fui contratado.

    As coisas mudaram e hoje se valoriza muito mais o conhecimento teórico do que as horas totais. As empresas estão atras de gente dedicada e estudiosa que facilmente será “doutrinada” a voar um airbus, seguindo regras e procedimentos.

    Aos candidatos que tem os mínimos de horas, aproveitem a oportunidade! Acreditem, demanda muito mais esforço voar 2500hrs numa aviação não tão bacana, que paga mal e às vezes não é tão segura.

    Como o post diz, as coisas mudaram, e quem não entender vai ficar para trás!

    Bons voos!

  18. Paulo Pinto
    2 meses ago

    Quem está reclamando da prova do FAA, não tem a menor idéia do que é a prova da EASA. Provas aliás. São mais de 10. E ó ATP de principiante preferido no Oriente Médio.

    • Beto
      2 meses ago

      Isso aí, tem gente reclamando da FAA e não tem nem ideia o que é a da EASA

    • Michael
      1 mês ago

      14 na verdade, já fiz 6 delas rumo a mais 5 em setembro… Infelizmente a instrução no Brasil está a anos luz dos países de primeiro mundo…

  19. João
    2 meses ago

    Porém, uma coisa deve ser observada sobre esta “primeira turma” externa da LATAM, a grande maioria, foi convocado a 3 dias da prova, ligaram na quinta anoite ou sexta de manhã para realizar a prova na segunda cedo. Então, dizer desta forma, como se os convocados fossem completos despreparados é no mínimo exagero, para alguns, que muitas vezes estavam em escala em outros empregos, não houve se quer tempo de estudar o básico para ter noção de uma prova que nunca se usou antes.

    Concordo que este pode ser o padrão daqui para frente, mas exigir um conhecimento elevado (maior que 80% no geral da prova) de pessoas que só tiveram 3 dias para se empenhar ao máximo, é complicado!

    Provavelmente, as próximas “turmas” agora já avisadas e já estudando, consigam esse preparo por ter mais tempo, isso se quem ja fez não tiver outra chance com o mínimo de tempo hábil para estudo.

    • Matuzalen Dornelano
      2 meses ago

      Até que enfim uma pessoa de bom senço… Impossivel estudar um conteudo tao extenso em 3 dias. Com certeza foram injusticados.

  20. José Oliveira
    2 meses ago

    Partido desse seu pensamento e da Latam todos os pilotos da empresa tinham que fazer cheque para carteira FAA. O senhor sabe para que serve essa carteira FAA? Caso você não seja uma americano “do norte “ou esteja voando um avião com prefixo americano, não serve pra nada.

    • Raul Marinho
      2 meses ago

      Ninguém está exigindo “carteira da FAA”, é só uma prova similar à utilizada pela FAA.

      • Artur
        2 meses ago

        Exigir que os candidatos saibam de leis que não são aplicadas aqui no Brasil? A não ser que esses candidatos irão voar lá nos EUA.
        Essa turma nova vai voar pros EUA?
        Se for pra ser co-piloto doméstico que aplique a prova da Anac ou só contrate quem tiver PLA checado então.

  21. Jorge
    2 meses ago

    Discordo. Acho que a Tam não está nem um pouco preocupada com o nível dos novos contratados. Se fosse assim teriam feito um teste mais “pé no chão”. O que eles querem mesmo é colocar o pessoal que já é carta marcada. O que adiantaria fazer um teste nesse nível se o copiloto só irá voar internacional lá daqui 10 anos. Quem teve essa ideia ” da Lua” sabe muito bem disso e com certeza não foi pego de surpresa ao ver ninguém ser aprovado. A Tam já tem um histórico de ter um funcionário que deseja o fim dela, fico imaginando os internos que esperaram tanto tempo por essa vaga quanto “amor” estão sentindo pela empresa agora.

  22. Entusiasta
    2 meses ago

    👏👏👏👏👏👏👏👏

  23. Roque Santos Junior
    2 meses ago

    OI Marinho. Boa tarde.

    Seu link pintou aqui num grupo de whatsapp. Gostaria de acrescentar a discussão colocando uma opinião de quem tá dentro da linha.

    Eu tenho “mixed feelings” sobre a questão da prova de PLA. Eu fiz o PLA americano e chequei meu PLA lá fora. A FAA é um universo muito restrito. Emirados e China por exemplo acabam seguindo normas da ICAO, que são similares as nossas. Não por isso são menos importantes, mas são regras assaz bem específicas.

    Acho que dá sim pra fazer um seletivo mais “criterioso” com regras mais realistas dentro do universo sul americano. Criar “impossible standards” para um processo seletivo me parece um contrasenso. Em muitos casos a “pilotosfera” comenta, com razão ao meu ver, que a impossibilidade da prova pode aumentar favorecimentos, e assim sucessivamente. Não é o que ocorre, mas dá a entender.

    Uma coisa no seu texto é certa: O perfil que a aviação brasileira vai começar a pedir daqui pra frente é um perfil que chamamos do “aviation geek”: é o garoto que já chega no Ground School sabendo os sistemas, mas vai passar a entendê-los na prática quando for pro curso de fato.

    É o jovem que tem próprios recursos para conseguir suas respostas e se auto-ensinar no processo de treinamento quando necessário, e na aviação de certa forma sempre foi assim.

    Costumo dizer o seguinte: existem dois tipos de alunos: “os autodidatas e os que dão problema”.

    Eu acho que uma prova de regulamentos de tráfego aéreo brasileiro, performance e teoria de jato seria mais adequado pro cargo. Mas não cabe a mim julgar a metodologia aplicada. Cabe apenas a ajudar àqueles fazendo a prova a atingirem seus objetivos.

    Citando os exemplos culturais que temos, aviadores como o “comandante bandanha”, ilustrado com jocosa maestria pelo Cmte Crescenti, são profissionais em extinção.

    Espero ter contribuido com seu texto.

    Saudações,

  24. Felipe
    2 meses ago

    Como em todas as profissões, o molho está saindo (bem) mais caro que o peixe…
    O cara já gasta o equivalente à uma faculdade (veterinária, odonto…) pra sair do aeroclube como PC IFR MLTE.
    Até aí ok, agora vão começar as especializações, tudo bem, desde que dêem salários concordantes com tal, o que acho praticamente impossível acontecer.
    Os caras como sempre tentando impôr uma situação de 1o mundo num país que não comporta, não tem estrutura. O Brasil não é só Sul e Sudeste, o povo não tem grana!

  25. Angelo Carvalho
    2 meses ago

    Perfeita análise.

  26. Laercio Siqueira
    2 meses ago

    Concordo com a alta exigência em provas de admissão. É uma carreira seletiva!
    Só uma observação: Operamos sob regras ICAO e, mesmo que cada vez mais semelhantes, as regras FAA não são as utilizadas aqui.

  27. Lucas
    2 meses ago

    Já temos cursos aqui preparatório para essa prova ? Ou algum material? Alguém poderia indicar?! Desde já grato!

    • Raul Marinho
      2 meses ago

      Veja o comentário do Cmte Fábio Otero neste post. E acompanhe o blog, em breve vou publicar um guia sobre isto.

  28. Eric
    2 meses ago

    Tenho 250 horas, CPL, Multi-IFR, Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Acabei de realizar toda minha formação pratica no Canada. Estarei de volta ao Brasil em uma semana. Ainda tenho que fazer a prova ICAO e o Jet training. Quanto tempo esta levando para fazer a convalidação e você sabe se a TAM e a ANAC aceitaria as minhas horas extras, porque aqui no Canada você precisa de 200 horas para tirar a licença de PC.

    • Raul Marinho
      2 meses ago

      Quanto tempo esta levando para fazer a convalidação
      =>Entre vc entrar com o processo, fazer as provas, checar, etc. algo entre 60 e 90 dias.

      e você sabe se a TAM e a ANAC aceitaria as minhas horas extras, porque aqui no Canada você precisa de 200 horas para tirar a licença de PC.
      =>Negativo para a ANAC, mas a cia pode aceitar.

  29. Bruno Nascimento
    2 meses ago

    Muito bom esse post! Parabéns.

  30. Paulo
    2 meses ago

    Ótimo artigo como sempre Raul. Sou absolutamente a favor de uma mudança completa na formação nos aeroclubes e escolas. Também concordo pela implantação de um sistema mais sério nas contratações, com provas a níveis internacionais e sempre com prioridade para seleção interna, como acontece no mundo todo.
    Porém o processo deve ser limpo, mais dinâmico (no máximo 2 dias). Existem processos que levam até 3 meses. Isso é uma falta de respeito.
    E acima de tudo mais transparente.
    Isso que aconteceu com a turma da Latam é o reflexo do péssimo background oferecido pelas escolas. A hora da modernização dos estudos e inglês ja passou há anos… Eu estou pagando um alto preço por isso em terras estrangeiras. Vi que aindas estamos no tempo do”epa”. Que vergonha!
    Parabéns por levantar essa causa Raul.
    Um abraço!

  31. Fábio Otero
    2 meses ago

    Raul, como é público e notório, eu trabalho bastante com treinamento, há quase 20 anos. Várias semanas atrás, me foi passada a informação de que os conteúdos para o processo da LATAM sairiam do “ATP Written” (que na verdade é “typed”) e – por conta disso -, recomendei aos que me consultaram o uso do “prepware” da ASA para ATP & F/E (* US$ 49.95; é aquele mesmo que eu havia mencionado no “caminho das pedras” para preparar para o ATPL do FAA, há alguns anos). Eu mesmo usei esse “prepware” para ser aprovado – de primeira – nas provas de “license conversion” dos EUA (FAA) e da China Continental (CAAC). Levando em conta a efetividade do produto, considero o preço dele simbólico, além do que ele É A PROVA. Mesmo na China – onde as questões de Regulamentos IFR são mais “ICAO Puro Sangue” – as demais (de Meteoro, Aerodinâmica, Procedimentos de Aproximação, Conhecimentos Técnicos/Motores, “Human Factors” etc) são largamente baseadas nos conteúdos dos “prepwares” e dos “handbolks” do FAA (gratuitos para download, no portal da agência), isso quando não são idênticas. Vamos combinar: não existe “piloto-enciclopédia”, existe profissional que se informa adequadamente, estuda fazendo uso dos “handouts” apropriados e com isso obtém os resultados desejados. Lá fora é tão decoreba quanto aqui, mas há que se “queimar as pestanas”, senão não vai. Boa Sorte para quem está tentando e qualquer outra dica, estou à disposição.

    • Raul Marinho
      2 meses ago

      Excelente, Fábio!

    • Ronaldo
      2 meses ago

      Prezado Otero, boa tarde!

      O ponto principal de tudo o que o senhor falou é em relação ao decoreba.
      Entrei na aviação depois de ter trabalhado em empresas internacionais. Os treinamentos são dados de forma completa. Apresentando ao novo colaborador todo o novo “mundo” que ele encontrará pela frente.
      Parece que o senhor é um educador, e veio para tentar ajudar a todos nós, pobres pilotos.
      Estou passando por aqui, apenas para externar minha singela opinião por tudo que sofri na parte teórica na aviação.
      O direcionamento das matérias são muito superficiais. Por todas as escolas que passei (não vou citar nomes, mas são as mais famosas), encontrei apenas professores\ instrutores preocupados em entregar o mínimo.
      Acredito que ainda há tempo. Tempo em rever os propósitos e buscar um caminho mais profundo do que o decoreba.
      Vamos lá… se você sai de casa se propondo a ensinar, saia com o intuito de fazer além… não o mínimo.

  32. Andre Mello
    2 meses ago

    E a idade Raul?? Comi fica?? 35 ja ta fora??

    • Raul Marinho
      2 meses ago

      Não há restrição formal.

      • Andre Mello
        2 meses ago

        E na sua opinião?

        • Raul Marinho
          2 meses ago

          Eu acho que a Latam agora está como as demais cias, não tem mais aquela restrição dos tempos da TAM. Ou seja: não sendo “muito velho” (50/55+), acredito que não haverá problemas.

  33. Ronaldo
    2 meses ago

    Prezado senhores,

    Vamos privilegiar os filhos de comandantes, que não precisaram preocupar com nenhum centavo em sua formação. Aqueles filhinhos de papai que tiram o PP e PC nos EUA…
    Mimados que não sabem quanto custam as coisas.
    Em pensar que investi todo o meu patrimônio nessas carteiras, lutando contra as fraquíssimas escolas de aviação no Brasil. Onde não existe padrão, onde ensinam o mínimo necessário.
    Vai ver estão querendo arrumar alguma razão maior para a abertura de 100% de capital externo. Falar que no Brasil não tem mais pilotos capacitados. Os peões irão pagar o pato mais uma vez!
    Estudar, estudamos. Correr atrás nós corremos. Mas nos dê condições verdadeiras para competir.
    O ramo da aviação é decepcionante. Meio cheio de instrutores \ professores fracos, que não nos preparam para a realidade da profissão.

  34. José
    2 meses ago

    E o salario? Vai internacionalizar? Vamos ganhar em dolares? Vai ajustar o salario com os padroes AA, Emirates, etc… ou será somente a prova a se Globalizar? E os QI? Vao se extinguir? Ou vai permanecer o jeitinho brasileiro de se admitir tripulantes?
    Lembrando que sao apenas perguntas!

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