Para Ser Piloto

Formação Aeronáutica e Segurança de Voo


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“Will Work To Fly”: um site que vale a pena conhecer

Vejam só que interessante este site recentemente criado nos EUA: Will Work To Fly. Trata-se de um portal de relacionamento entre potenciais alunos de aviação e instrutores de voo, em que os primeiros propõem pagar os honorários dos segundos por meio de permutas de serviços. Por exemplo: eu sou um encanador que quer aprender a voar, e proponho pagar minha instrução reformando o encanamento da casa do instrutor. Então, eu publico um anúncio no site e, em havendo um instrutor interessado, ele entra em contato comigo, e nós fechamos negócio. Também há um programa de bolsas de estudo em gestação no mesmo site.

Não que este seja um serviço facilmente replicável para a realidade brasileira, mas o conceito por trás é interessante, e pode servir de inspiração para outras iniciativas criativas na área de instrução aeronáutica.  Enfim, acho que é um site que vale a pena conhecer.


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Quer ser piloto, é? “Sabe de nada, inocente!”

Se você ainda não viu, veja o vídeo a seguir, do comercial do portal bomnegocio.com, estrelado pelo Cumpadi Washington, que ‘viralizou’ na internet:

Eu o reproduzi para fazer um paralelo com a situação de um rapaz (vamos chamá-lo de Harrison) que postou num determinado grupo do Facebook voltado à aviação suas dúvidas sobre a carreira de piloto e o curso superior de Ciências Aeronáuticas. Lá no ‘Face’, aparaceram vários Cumpadi Washington gritando “Sabe de nada, inocente!” atrás dele – um até afirmou que para ser piloto profissional seria indispensável ter seu próprio avião, ou ser parente de algum proprietário de aeronave! -, o que deixou o rapaz ainda mais confuso. Até que ele me mandou a mensagem a seguir reproduzida, que eu vou comentar aqui.

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Aeroclube de Londrina está financiando seus cursos em até 36X

Por indicação do amigo Cássio Amgarten, que esteve no Aeroclube de Londrina nesta semana, fiquei sabendo que a instituição está oferecendo aos seus alunos a possibilidade de financiar seus cursos em até 36X, com taxas relativamente baixas (para a realidade brasileira). Como se trata de algo muito novo, os detalhes ainda não constam no site do ACL, mas a Gisele me enviou um texto explicando resumidamente como é o financiamento, que reproduzo abaixo. É claro que, como qualquer produto de crédito, este também tem que ser utilizado com muitos cuidados – por exemplo: não vá tomar dinheiro emprestado para se formar na esperança de pagar o financiamento com os rendimentos da atividade de píloto, pelamordedeus! Mas, de qualquer maneira, ante a escassez de produtos de crédito para a formação aeronáutica, não deixa de ser uma boa notícia essa iniciativa do ACL.

Após muitos anos em busca de uma instituição financeira que oferecesse uma proposta que interessasse aos nossos alunos, conseguimos com uma cooperativa de crédito um financiamento com taxa de juro atrativo (em média 2,2% ao mês).
Existe a possibilidade de financiamento de todos os cursos oferecidos pelo Aeroclube de Londrina onde podem ser incluídos cursos teóricos, práticos, material didático, voos de cheque, etc. ( em relação a valores pode ser até R$ 60.000,00).
Nós precisamos encaminhar o aluno, que deve estar devidamente matriculado em algum curso oferecido pelo Aeroclube de Londrina, juntamente com um orçamento onde conste todas as etapas com seus respectivos custos.
A análise será feita no menor prazo possível, para permitir um atendimento com a qualidade sempre oferecida pelo Aeroclube de Londrina.
Para dar início ao processo preciso saber as informações sobre quais etapas deseja incluir no financiamento (PP teórico, material didático, horas de nacele, Ground Scholl da aeronave, horas de voo PP, voo de cheque PP, teórico de PC/IFR, material didático PC, horas de voo do PC/IFR, voo de cheque PC/IFR).
Após a coleta destas informações montamos uma planilha com orçamento e uma carta de encaminhamento e direcionamos para o Sicredi (cooperativa de crédito) e eles realizam a abertura de conta teste ( sem custo nenhum) onde são levantados se a pessoa tem problema de alguma restrição em seu nome e o valor que pode assumir mensalmente de parcela com financiamento. É necessário a apresentação de um fiador.
Os documentos necessários são: cópia do RG, CPF, comprovante de residência e renda do aluno e do seu fiador.
Caso o interessado seja de outra cidade, conseguimos encaminhar por e-mail a documentação para abertura de conta evitando que a pessoa se desloque até Londrina de imediato.
O Sicredi tem se mostrado muito ágil e em 15 dias aprovaram 02 financiamentos.
No aguarde de um novo contato. agradecemos seu interesse.
Não existe um prazo de carência e após a aprovação o aluno já pode agendar seu curso.


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Sobre o planejamento financeiro da formação aeronáutica

No Bombardier Safety Standdwon deste ano, conheci o Marcelo Pinheiro, um consultor financeiro que está terminando sua formação de PC. Trocando algumas ideias com ele, eu lhe sugeri que escrevesse um artigo sobre planejamento financeiro da formação aeronáutica, um assunto muito pouco explorado aqui no blog, apesar da minha formação original também ser em finanças (mas em outro campo, bem diverso do que o Marcelo faz). O resultado é o texto que segue abaixo, que recomendo a todo mundo que está pensando em começar o processo de formação para ser piloto – especialmente o pessoal que acha que o negócio é “ir voando e ver no que dá”.

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Moreira Franco: “vamos restabelecer essa estrutura de aeroclubes”

Na reportagem reproduzida abaixo, publicada originalmente no Estadão de hoje (fonte: Aeroclipping do SNA), prestem atenção no trecho sublinhado da entrevista com o ministro Moreira Franco, da SAC, onde ele diz que (…) “se você compara com outros países, a aviação no Brasil sempre foi muito forte porque tínhamos uma estrutura de aeroclubes espalhada pelo Brasil inteiro. E para o orçamento do ano que vem, vamos restabelecer essa estrutura de aeroclubes.” O que isso quer dizer, em termos práticos, ainda é um mistério, mas pelo menos é uma sinalização de que o governo, finalmente, parece que vai começar a fazer alguma coisa pela formação aeronáutica no país. Veremos…

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Bolsa do ProUni no curso de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS – Agora em vídeo

Nós já tratamos deste assunto aqui e aqui. Mas, agora, surgiu uma reportagem em vídeo sobre o mesmo assunto, que é o que segue abaixo. Depois de assisti-lo, gostaria que vocês comentasse novamente o que acham deste aluno ser merecedor de uma bolsa do Prouni para pagar suas horas de voo. Num outro post, eu discuto o que vocês comentarem.


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“Uma agenda para a aviação civil”

Vejam a seguir o editorial do caderno de Economia do Estadão do dia 23/03. Acho importante que um jornal importante como este provoque esta discussão, pois para o público leigo, parece que o governo Dilma está mega-atuante em relação ao setor, com essa história de “800 para mais” novos aeroportos, de subsídio à aviação regional, etc. Mas é tudo conversa fiada: não há coordenação destas ações, e muito menos gestão profissional do que precisa ser feito – que, com a politização da SAC-PR, tende a piorar.

Já quanto à “grave escassez de recursos humanos qualificados nos diversos segmentos”, nem discurso o governo tem. Falou-se em uma “Universidade do Ar” algum tempo atrás, mas ninguém toca mais nesse assunto há meses. Falou-se em um programa de formação de pilotos de helicópteros, voltados para a operação off-shore, mas o programa caiu igualmente no vazio. E nem os mal estruturados programas de bolsas da ANAC, que havia até 2011, existem mais. Ou seja: especificamente quanto à qualificação de tripulantes, o governo nem toca no assunto…

E depois o pessoal reclama que esse blog é muito “prá baixo”! Só se fosse muito sem noção para ser otimista com o futuro da aviação hoje em dia!

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Sobre a “seleção natural” de pilotos na aviação brasileira

Na seção de comentários ao post “Por que a formação de piloto é tão diferente da que acontece nas outras profissões?”, recebi uma mensagem muito instigante do leitor André Liotti, que reproduzo abaixo, fazendo uma analogia entre as dificuldades de ingresso no mercado de trabalho de pilotos e a seleção natural darwinista. Leiam-no, e depois eu retomo o texto:

Sou piloto em uma linha aérea, nessa já se vão 7 anos na comercial. Para chegar não foi fácil, mas a aviação e auto seletiva. Se colocar todos esses mecanismos que sugere, tira o poder aviação fazer a sua seleção natural de quem tem pedigree.

Costumo dizer que só alcança o sucesso quem não desiste, sou prova disso, tudo era desfavorável em todos os momentos, formação até a procura e conseguir o primeiro emprego na aviação.

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Por que a formação de piloto é tão diferente da que acontece nas outras profissões?

Recebi do leitor (mesmo que esporádico) Vinicius o seguinte comentário ao post “PCH, a bola da vez!”:

Me desculpem, numa boa, até hj só vi esse Raul metendo o pau e desestimulando os que estão ingressando agora na aviação! Como se fosse difícil conseguir emprego só na aviação!! Por acaso tem emprego fácil para quem acaba de se formar em direito, engenharia, medicina, economia, psicologia, odontologia, administração, etc, etc, etc… Não tem molezinha em lugar nenhum não meu amigo!

O Vinicius está desculpado, numa boa, mesmo porque eu não me ofendo com este tipo de ataque que ele me fez no início de seu simpático comentário (“até hj só vi esse Raul metendo o pau e desestimulando os que estão ingressando agora na aviação”). Eu não criei o Para Ser Piloto para ser um blog de estímulo a quem está ingressando agora na aviação (nem de desestímulo, aliás!): meu compromisso aqui é com a realidade dos fatos – que, desafortunadamente, têm sido mais negativos do que positivos para o mercado de trabalho de pilotos nos últimos tempos. Mas também não é verdade que eu só “meta o pau”: veja, por exemplo, este post que publiquei nesta semana, sobre uma boa notícia para o mercado e trabalho de pilotos; assim como toda a série sobre o Programa ASA, em que praticamente só elogiei a Azul (menos em relação ao financiamento do Santander) – para ficar em somente dois exemplos. Então, se o Vinicius SÓ me vê “metendo o pau” é porque ele não lê o blog com frequência… Ou ele ainda não entendeu qual é a razão de ser do Para Ser Piloto.

O propósito inicial deste blog é o “coaching de formação aeronáutica” – ou seja: fornecer orientações práticas e de importância efetiva a quem está ou pretender estar inserido no processo de formação de piloto profissional. Depois, incluí mais dois assuntos: as análises e discussões sobre o mercado de trabalho para pilotos (especialmente para os recém-formados), e sobre a segurança de voo; ambos relacionados ao propósito inicial, que continua sendo o foco, só que, agora, ampliado. Mas… Se, para realizar o meu trabalho, eventualmente for necessário “meter o pau” em alguém ou em alguma entidade (escola, empresa, ANAC, etc.), e se isso vier a desestimular as pessoas a seguir com a formação ou com a profissão, eu lamento, mas acho que estou no caminho certo. Se alguém desistiu da carreira de piloto por ter lido algum texto meu, eu acho ótimo, pois isso prova que a pessoa não estava realmente interessada em se tornar piloto, ela só se encontrava iludida por alguma fantasia que lhe colocaram na cabeça (provavelmente, por algum aeroclube ou escola de aviação sem escrúpulos). Então, na verdade, a crítica inicial do Vinícius é, para mim, um elogio. Embora seu objetivo tenha sido o de me ofender, ela mostrou que estou fazendo o meu trabalho direito: eu quero mesmo incomodar os Vinicius da vida! Porque mantê-los na zona de conforto, mostrando como é legal e divertida a aviação, só vai aumentar as chances de frustração lá na frente, quando eles descobrirem a realidade da profissão.

De qualquer maneira, o propósito deste post é outro. Eu quero aqui explorar a segunda parte do comentário do tal do Vinícius, quando ele compara as dificuldades iniciais de um piloto com as de outros profissionais, como médicos, advogados, engenheiros, etc. E explicar as diferenças da formação destas diferentes carreiras, para mostrar que uma das principais bandeiras que este blog carrega é justamente a defesa de que a formação de piloto possa contar com os mesmos mecanismos que as outras carreiras possuem nos seus processos de formação.

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Sobre a qualidade da instrução aeronáutica brasileira

Ontem, publiquei um post para discutir a tese das barreiras à entrada nos cursos de PC – que, como imaginava, gerou uma certa polêmica nos comentários. Mas a discussão saiu um pouco do foco, caminhando mais para a qualidade da instrução aeronáutica do Brasil “lato sensu”, ao invés de ficar nas tais barreiras, especificamente. Por isso, e para comentar algumas das intervenções dos leitores que achei mais interessantes, resolvi abrir este novo post, mais amplo sobre a questão da qualidade da instrução aeronáutica brasileira. Antes, gostaria de agradecer a participação de todos, que foi excepcional! – e espero que possamos continuar essa saudável discussão aqui. Mas vamos aos pontos que considero mais importantes comentar:

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