Para Ser Piloto

Formação Aeronáutica e Segurança de Voo


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Palestra sobre Empregabilidade na Aviação – II Seminário Contato Radar

No vídeo abaixo, um resumo da minha apresentação sobre Empregabilidade na Aviação realizada no II Seminário Contato Radar, no último dia 31/07:


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II Seminário Contato Radar – Como foi

Conforme anunciado aqui há meses, na semana passada ocorreu o II Seminário Contato Radar, cujo foco desta edição foi o tema Empregabilidade. É claro que eu sou suspeito para avaliar o evento, dado que fui um dos organizadores, mas eu me sinto confortável para dizer que um seminário como esse é algo inédito no mundo da aviação: nunca antes foi reunido em um mesmo espaço tanta gente com capacidade para contribuir com a empregabilidade de pilotos. E quem foi conseguiu obter benefícios praticamente imediatos, conforme relatado no post “Um caso real de QI ocorrido no II Seminário Contato Radar – Empregabilidade & Segurança“. É o que pretendo mostrar a seguir.

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Contratações dos formados pelo “Projeto ASA” da Azul

Um amigo que participou da 1ª turma do “Projeto ASA” da Azul me escreveu para atualizar sobre como estão ocorrendo as contratações dos egressos do programa. Reproduzo abaixo a mensagem que recebi:

Como havia feito anteriormente, gostaria de informar a última nova do projeto ASA! E é uma ótima notícia! Não sei se já foi informado por outro meio, mas quero confirmar a contratação de 9 alunos do projeto ASA!

Nos contactaram há mais de 2 semanas e já estamos em treinamento há uma semana, mas não te informei antes pela incerteza de algumas informações.

Ao todo 8 alunos da turma 1 e 2 alunos da turma 2 fizeram a seleção, destes 9 foram aprovados.


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Sobre o artigo “Graduação em Aviação Civil 09” – Canal Piloto

O blog Canal Piloto publicou ontem um artigo assinado pelo seu colunista (meu colega, portanto) Igor Comune, denominado “Graduação em Aviação Civil 09” – que, de acordo com o autor, seria “um tipo de uma réplica a uma coluna no site Para Ser Piloto”. O post a que o Igor se propõe a replicar é este aqui: “O drama do estudante de Aviação Civil da Anhembi Morumbi”, baseado numa mensagem de um leitor e aluno de Aviação Civil da UAM que, preterido em um processo seletivo (da TAM, justamente uma das “empresas parceiras” da faculdade), escreveu-me para contar seu drama, e eu fiz alguns comentários. Que, ao que parece, o Igor discorda, razão pela qual achou que deveria “responder com críticas que podem soar meio ‘duras’ a quem ver”. Eu, sinceramente, não me senti criticado, muito menos com dureza. Mas, na minha maneira de ver o mundo, também não posso concordar com o que ele escreveu. Então vamos, não a uma tréplica, mas a um “vermelho e azul” (o Igor em vermelho, eu em azul) sobre o que o aluno da UAM publicou no Canal Piloto:

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Quem paga pelo treinamento pós-PC? Um debate mundial.

Leiam este artigo recentemente publicado na AviationCV – “Pilots should take the initiative in achieving their career goals” -, que trata do problema do treinamento pós-PC: afinal de contas, quem deve pagar por ele, o piloto ou o operador? É claro que, sob o ponto de vista dos pilotos, não há a menor dúvida de que são as companhias que têm que ficar com a responsabilidade do treinamento avançado. Mas, ponha-se no lugar de um gestor de companhia aérea, que tem que gastar milhões para treinar pessoas que podem, na primeira oportunidade, pedir demissão para trabalhar na concorrência? Este é, aliás, o que está por trás da tradição do QI, tão popular na aviação (veja a seção “O dilema do piloto X patrão” deste artigo, para saber mais).

Bem, mas o que me chamou a atenção mesmo neste artigo foi seu último parágrafo, que reproduzo a seguir:

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“Programa ASA” começa a encerrar seu primeiro ciclo

A EJ Escola de Aeronáutica, por meio do seu site, publicou no último dia 18/4 esta nota informando que o primeiro integrante do “Programa ASA” da Azul estava sendo contratado pela empresa como copiloto. Com isto, começa a ser encerrado o primeiro ciclo do Programa, que foi intensamente noticiado aqui desde o primeiro momento – vide a categoria de posts “Programas de formação de pilotos da Azul” (que não é exclusivo para o “Programa ASA”, ela também enfoca o convênio que a empresa tem com a FACA/PUC-RS, mas a maioria dos textos são sobre o ASA).

Em minha opinião, este foi, junto com a publicação do RBAC-61 pela ANAC, o fato mais significativo para a formação aeronáutica de 2012. E foi por isso que eu lhe dei tanta ênfase, desde o primeiro momento: eu acho que o “Programa ASA” poderá ser o marco de uma grande mudança na maneira como os pilotos ingressam no mercado de trabalho no Brasil – mais ou menos como foi a adoção de programas de trainees no país, 30 anos atrás, hoje uma das principais maneiras que as grandes empresas têm para recrutar seus futuros executivos. Por isso, especialmente para quem pretende ingressar no mundo da aviação no futuro, acho muito recomendável entender em detalhes como funciona esse Programa: provavelmente estará aí a principal porta de entrada para a aviação comercial dentro de alguns anos.

Meus parabéns ao Filippo Augusto Galiotto Piloto, o pioneiro da 1ª turma do ASA, que está fazendo história na formação aeronáutica brasileira! Se ele estiver lendo este post, peço que entre em contato conosco para nos relatar como foi o Programa, o processo de contratação, suas expectativas, etc. Seria muito legal para os futuros interessados em participar do ASA conhecer, pela boca do primeiro copiloto da Azul proveniente do ASA, os detalhes da sua experiência pessoal (e se algum leitor conhecer o Filippo, peço a gentileza de encaminhar este post a ele).

Finalmente, agradeço ao leitor Wagner Francisco, que foi quem me alertou para a nota da EJ.


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Por que a formação de piloto é tão diferente da que acontece nas outras profissões?

Recebi do leitor (mesmo que esporádico) Vinicius o seguinte comentário ao post “PCH, a bola da vez!”:

Me desculpem, numa boa, até hj só vi esse Raul metendo o pau e desestimulando os que estão ingressando agora na aviação! Como se fosse difícil conseguir emprego só na aviação!! Por acaso tem emprego fácil para quem acaba de se formar em direito, engenharia, medicina, economia, psicologia, odontologia, administração, etc, etc, etc… Não tem molezinha em lugar nenhum não meu amigo!

O Vinicius está desculpado, numa boa, mesmo porque eu não me ofendo com este tipo de ataque que ele me fez no início de seu simpático comentário (“até hj só vi esse Raul metendo o pau e desestimulando os que estão ingressando agora na aviação”). Eu não criei o Para Ser Piloto para ser um blog de estímulo a quem está ingressando agora na aviação (nem de desestímulo, aliás!): meu compromisso aqui é com a realidade dos fatos – que, desafortunadamente, têm sido mais negativos do que positivos para o mercado de trabalho de pilotos nos últimos tempos. Mas também não é verdade que eu só “meta o pau”: veja, por exemplo, este post que publiquei nesta semana, sobre uma boa notícia para o mercado e trabalho de pilotos; assim como toda a série sobre o Programa ASA, em que praticamente só elogiei a Azul (menos em relação ao financiamento do Santander) – para ficar em somente dois exemplos. Então, se o Vinicius SÓ me vê “metendo o pau” é porque ele não lê o blog com frequência… Ou ele ainda não entendeu qual é a razão de ser do Para Ser Piloto.

O propósito inicial deste blog é o “coaching de formação aeronáutica” – ou seja: fornecer orientações práticas e de importância efetiva a quem está ou pretender estar inserido no processo de formação de piloto profissional. Depois, incluí mais dois assuntos: as análises e discussões sobre o mercado de trabalho para pilotos (especialmente para os recém-formados), e sobre a segurança de voo; ambos relacionados ao propósito inicial, que continua sendo o foco, só que, agora, ampliado. Mas… Se, para realizar o meu trabalho, eventualmente for necessário “meter o pau” em alguém ou em alguma entidade (escola, empresa, ANAC, etc.), e se isso vier a desestimular as pessoas a seguir com a formação ou com a profissão, eu lamento, mas acho que estou no caminho certo. Se alguém desistiu da carreira de piloto por ter lido algum texto meu, eu acho ótimo, pois isso prova que a pessoa não estava realmente interessada em se tornar piloto, ela só se encontrava iludida por alguma fantasia que lhe colocaram na cabeça (provavelmente, por algum aeroclube ou escola de aviação sem escrúpulos). Então, na verdade, a crítica inicial do Vinícius é, para mim, um elogio. Embora seu objetivo tenha sido o de me ofender, ela mostrou que estou fazendo o meu trabalho direito: eu quero mesmo incomodar os Vinicius da vida! Porque mantê-los na zona de conforto, mostrando como é legal e divertida a aviação, só vai aumentar as chances de frustração lá na frente, quando eles descobrirem a realidade da profissão.

De qualquer maneira, o propósito deste post é outro. Eu quero aqui explorar a segunda parte do comentário do tal do Vinícius, quando ele compara as dificuldades iniciais de um piloto com as de outros profissionais, como médicos, advogados, engenheiros, etc. E explicar as diferenças da formação destas diferentes carreiras, para mostrar que uma das principais bandeiras que este blog carrega é justamente a defesa de que a formação de piloto possa contar com os mesmos mecanismos que as outras carreiras possuem nos seus processos de formação.

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